O Ocean Coast Film Festival voltou a encher o Auditório de Lavra, reafirmando-se como palco de criatividade emergente, numa edição onde a ALADI se destacou ao apresentar uma curta-metragem que desafia a perceção da acessibilidade e reivindica a inclusão como direito fundamental.
O Ocean Coast Film Festival voltou a encher o Auditório Mário Rodrigues Pereira, em Lavra, para mais uma edição dedicada à celebração do cinema e da criatividade local. O evento, já reconhecido pela aposta em produções emergentes e na valorização da identidade costeira da região, decorreu nos dias 7 e 8 de novembro.
Promovido pela Anartem – Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos e da Junta de Freguesia de Lavra, o festival assume-se como uma rampa de lançamento para novos cineastas de todo o mundo. Entre os participantes destacou-se a ALADI, que apresentou o seu trabalho a concurso na categoria “Melhor Projeto Local”.
A curta-metragem propõe uma “realidade invisível”: um mundo inteiramente adaptado a pessoas com deficiência, pensado para responder às suas necessidades específicas. A inversão de perspetiva convida à reflexão: a acessibilidade não é um favor, mas um direito, e a inclusão não é um adjetivo, mas uma prática diária. Quando adaptamos o mundo para todas as pessoas — e não apenas para algumas — deixamos de assinalar diferenças e passamos a reconhecer a diversidade humana como parte essencial da vida em sociedade.

